Áudio detalha esquema para delegado da PB receber dinheiro do tráfico sem ser rastreado; OUÇA

  • 17/07/2026
(Foto: Reprodução)
Áudio detalha esquema para o delegado da PB receber dinheiro do tráfico sem ser rastreado Áudios obtidos pelo g1 detalham um suposto esquema para o delegado Braz Morroni receber dinheiro do tráfico sem ser rastreado. O delegado segue preso temporariamente junto com os agentes Everton Aires (conhecido como Bomba) e Eduardo Jorge (conhecido como Mão Branca) desde a Operação Perfídus, em junho. A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito pedido pela prisão preventiva de Braz Morroni. Nos áudios, o agente Everton Aires, o Bomba, pede que um homem chamado por Shelby, identificado pela polícia como Isaque Pontes Costa, envie R$ 60 mil para a conta bancária da construtora de Eduardo Jorge, o Mão Branca. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo Bomba, o dinheiro seria sacado por Mão Branca para ser entregue ao delegado Braz Morroni, que não queria aceitar o valor em pix para não ser rastreado. "O delegado quer receber a parte dele em cash, aí eu disse a ele: “meu filho, se eu estou recebendo do Pix, eu vou fazer Pix, eu não vou sacar dinheiro não”, diz Everton Aires, o Bomba, em áudio. Shelby responde ao áudio de Bomba falando que prefere mandar todo o valor via pix, e explicou que usa a conta de terceiros em troca de pagamentos mensais para não ser rastreado. De acordo com as investigações, o valor seria relativo a venda de uma carga de drogas que foi furtada de uma apreensão no da 12 de setembro de 2025. Na ocasião, 57kg de drogas foram desviados. O g1 procurou a defesa de Braz Morroni, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Operação prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa As investigações A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes. O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa. Outros presos da operação: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"); José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira"); Vanessa Dantas Fernandes; Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"). Quem é o delegado Braz Morroni Delegado Braz Morroni Reprodução / TV Cabo Branco O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes. Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídus, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados. Vídeos em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/07/17/audio-detalha-esquema-para-o-delegado-da-pb-receber-dinheiro-do-trafico-sem-ser-rastreado-ouca.ghtml


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