MPPB denuncia delegado e dois agentes por desvio de drogas em operação policial

  • 24/07/2026
(Foto: Reprodução)
Operação prende delegado e agentes da Polícia Civil em João Pessoa O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta sexta-feira (24), o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito por crimes relacionados ao desvio de drogas durante uma operação policial em João Pessoa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Além da condenação criminal, o órgão pediu à Justiça a perda dos cargos públicos dos três denunciados, a conversão da prisão temporária em preventiva e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. O g1 entrou em contato com as defesas do delegado Braz Morroni e dos agentes Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. As defesas de Braz Morroni e Everton Aires não responderam até a última atualização desta reportagem. Em nota, a defesa de Eduardo Jorge disse que "há elementos que indicam possíveis inconsistências na investigação, as quais serão oportunamente demonstradas nos autos, no momento processual adequado" e que "permanecem pendentes de apreciação os pedidos de acesso ao conteúdo integral das medidas cautelares, medida indispensável para assegurar a paridade de armas entre defesa e acusação". Segundo a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os três devem responder por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. O documento afirma que esta é a primeira denúncia da Operação Perfidus e trata apenas dos fatos relacionados ao suposto desvio de drogas durante uma ação realizada em outubro de 2025. De acordo com o Ministério Público, os investigados recebiam informações sobre locais usados para armazenar drogas, realizavam incursões nos imóveis para desviar os entorpecentes e, em seguida, registravam oficialmente apenas uma pequena parte do material apreendido. Para sustentar a acusação, o MPPB informa que reuniu provas obtidas por análise de celulares, dados de geolocalização da viatura utilizada na ação, quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal, monitoramento dos investigados, além de documentos e depoimentos. LEIA TAMBÉM: Agentes da polícia presos tentaram ficar com parte de dinheiro de tráfico que seria entregue a delegado na PB Em 16 de junho, a Polícia Civil concluiu um dos inquéritos da investigação e indiciou o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires, conhecido como "Bomba", e Eduardo Jorge, conhecido como "Mão Branca". No relatório, a corporação também pediu a conversão da prisão temporária dos três em preventiva. Eles permanecem presos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. Na última quinta-feira (23), a Justiça da Paraíba concedeu prisão domiciliar a Vanessa Dantas Fernandes, também investigada por atuar na movimentação financeira do suposto esquema. Ela havia sido presa temporariamente durante a mesma operação e deverá cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato com os demais investigados. As investigações Operação Perfídus foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) Divulgação/Polícia Civil A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes. O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa. Outros presos da operação: João Wicttor Alves de Lima; Brendo Roberth Fernandes Sobral; Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"); José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira"); Vanessa Dantas Fernandes; Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"). Quem é o delegado Braz Morroni Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação Reprodução/TV Cabo Branco O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes. Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídus, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/07/24/mppb-denuncia-delegado-e-dois-agentes-por-desvio-de-drogas-em-operacao-policial.ghtml


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