'Voltar a acompanhar o crescimento dos meus filhos': vítima de acidente em elevador em João Pessoa segue se recuperando
15/10/2026
(Foto: Reprodução) Vítima de acidente em elevador em João Pessoa fala pela primeira vez sobre o acontecido.
Reprodução/TV Cabo Branco
Shareen Shaiest, de 36 anos, continua com limitações cinco meses após o acidente em elevador no bairro do Altiplano, em João Pessoa. A cabine despencou do terceiro andar de um prédio em um condomínio residencial, com a mulher e os dois filhos dela, de 3 e 5 anos, em maio de 2026.
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Em entrevista à TV Cabo Branco, a vítima falou pela primeira vez sobre o acidente. Shareen relembra que voltava das compras para o jantar com os filhos, quando o elevador passou a subir muito rápido e ela não entendeu direito o que estava acontecendo.
"Quando eu notei que o elevador estava caindo, eu segurei meus dois filhos. E quando bateu bem forte no chão, eu soltei meus filhos e eu bati meu rosto naquela coisa onde você pode segurar", relembra.
Ainda segundo Shareen, ele escutou os moradores do condomínio gritando e pediu por ajuda. Foi um dos vizinhos que abriu a porta e retirou os dois filhos dela da cabine.
"Eu falei que eu não consegui levantar. Eu não estava sentindo as pernas para levantar, então ele entrou no elevador, e ele me pegou nos braços. Eu estava deitada no chão, até os bombeiros chegarem", relata.
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A mulher foi socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde foi identificada uma lesão na coluna e recebeu o diagnóstico de paraplegia. Ela foi transferida para o Hospital Nossa Senhora das Neves, onde passou por uma cirurgia para estabilização da coluna vertebral, além de descompressão medular e alinhamento da fratura.
Apesar do diagnóstico de paraplegia, Shareen conseguiu voltar a andar, mas ainda apresenta limitações para caminhar. Ela passou um mês internada na unidade hospitalar e a parte mais difícil desse período, segundo Shareen, foi estar longe dos filhos.
A mulher é natural do Suriname, mas a família mora na Holanda. Na época, ela trabalhava em regime remoto e se mudou para João Pessoa com os dois filhos por gostar do clima da cidade.
Após o acidente, os dois filhos da vítima, que também estavam no elevador, sofreram escoriações, foram levados ao Hospital de Trauma. Após receberem alta, as crianças ficaram sob os cuidados de um morador do condomínio, amigo da mulher.
"É voltar a acompanhar o crescimento dos filhos com mais saúde e disposição. Eu quero ficar bem, para ser uma boa mãe para meus filhos. Eu quero fazer todas as coisas que eu queria fazer com meus filhos. Viajar, vendo eles crescerem, levando eles para lugares. Então, tudo mudou. E acho que quando conseguir ir sozinha com eles para lugares, acho que vai ser bom para nós", afirma.
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A Polícia Civil segue investigando as causas do acidente. O advogado da vítima pede indenização após acidente.
Em nota, o Condomínio Reserve Altiplano I informou os elevadores nunca foram formalmente aceitos pela administração condominial por dúvidas em relação à segurança. Após acidente e tratativas jurídicas, um acordo foi celebrado com a construtora para a substituição integral dos 11 elevadores e das cinco plataformas de acessibilidade.
Em relação à vítima, o condomínio afirmou que prestou assistência humana, financeira e material para Shareen e os familiares que vieram do exterior para acompanhá-la.
Já o Grupo GP informou que a construtora não é responsável pela manutenção ordinária dos equipamentos, que permaneceram vencidas, após a entrega do empreendimento. A construtora colabora com a Polícia Civil para o esclarecimento das causas do acidente. "As conclusões técnicas e oficiais da apuração deverão orientar as providências cabíveis", diz nota.
A construtora afirmou arcou com o custeio de despesas relacionadas ao procedimento cirúrgico, de cuidadoras que acompanharam a recuperação e de tratamento fisioterapêutico. Além disso, disse permanecer disposição para retomar o diálogo com os representantes da moradora e avaliar, com eles, a continuidade dos cuidados.
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